26 Dezembro 2006

Soneto da Separação - Vinicius de Morais

(Pin-up de Carlos Diez)

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Com este soneto, dou por findas as postagens
neste blog. Continuarei a postar no "Cantinho dos Anjos",
onde fico a aguardar as vossas visitas e comentários.
O meu muito obrigado a todos aqueles que visitaram o Céu
e aqui deixaram os seus comentários. Beijocas,
Madalena

1 comentários:

serenidade disse...

E cada um vê o horizonte à sua maneira, sendo que alguns já perceberam que o horizonte se prolonga para além do que a escassa visão nos permite alcançar.

Gostei mesmo muito deste cantinho dos anjos... voltarei... se me permitir.

Bom fim de semana

Sereno sorriso.

PS: Sei que já está activo este blog, mas tentei comentar o outro deu blog e não consegui, por isso deixo o comentario neste espaço, esperando que o leia e que se refere ao seu ultimo post, uma reflexão de Fernado Pessoa.

Obrigada.